Após um início avassalador no Campeonato Brasileiro, o atacante Kevin Viveros, principal referência ofensiva do Athletico, tem enfrentado um cenário de maior resistência nas últimas rodadas. Com 12 gols marcados, o colombiano, que divide o topo da artilharia da competição, viu seu ritmo de balançar as redes diminuir após o reinício do torneio, registrando apenas um gol nos últimos três compromissos da equipe.
A nova realidade tática e física do artilheiro
Para o técnico Odair Hellmann, a oscilação recente não reflete uma queda técnica do atleta, mas sim uma mudança drástica na forma como os adversários passaram a tratá-lo em campo. O treinador aponta que o fator surpresa, que favoreceu o jogador nas primeiras rodadas, deu lugar a um estudo detalhado por parte dos oponentes, resultando em uma marcação muito mais agressiva e, por vezes, desleal.
Segundo Hellmann, a estratégia das defesas rivais mudou o foco: o objetivo agora é anular o colombiano fisicamente antes mesmo que ele possa dominar a bola. O comandante rubro-negro reforçou que, em suas análises de vídeo, é possível observar que os defensores priorizam o contato físico direto, muitas vezes ignorando a disputa pela bola em lances de profundidade.
Críticas à arbitragem e proteção ao atleta
O treinador não poupou palavras ao descrever o tratamento que seu camisa 9 tem recebido. Hellmann afirmou que, em uma análise minuciosa de dez lances de disputa, em pelo menos sete o defensor chega primeiro no corpo do atacante. O técnico citou contatos ríspidos, como pisões no tornozelo e joelhadas nas costas, como elementos que têm prejudicado a fluidez do jogo de Viveros.
Embora tenha ressaltado que não deseja adotar um tom de reclamação constante, o técnico do Athletico fez um apelo público por maior atenção da arbitragem. Para Hellmann, é necessário que o critério de faltas seja aplicado com rigor para garantir a integridade física e o espetáculo, evitando que a marcação se torne uma ferramenta de intimidação.
Gestão de grupo e próximos desafios
A frustração com a marcação tem gerado momentos de irritação no jogador, algo que a comissão técnica pretende gerenciar internamente. Hellmann explicou que o trabalho agora envolve ajustes de posicionamento e conversas para que o atacante consiga se antecipar aos movimentos dos marcadores, mantendo a calma necessária para continuar sendo decisivo.
Mesmo sob vigilância constante, o impacto de Viveros no sistema tático do Furacão permanece inquestionável. Além da capacidade finalizadora, o colombiano segue participando ativamente da construção das jogadas e da pressão na saída de bola adversária. O foco do elenco agora se volta para o confronto de ida das oitavas de final da Copa do Brasil, contra o Vitória, marcado para a próxima segunda-feira, 3, às 21h, na Arena da Baixada.
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