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A trajetória de Marlene Coelho no setor de alimentação é um exemplo de como a observação de mercado e a adaptação constante podem transformar um produto simples em um negócio de alta rentabilidade. O que começou de forma despretensiosa no Panamá, onde a cozinheira preparava o salgado para brasileiros saudosos e curiosos locais, tornou-se hoje uma operação robusta em São Paulo, com faturamento mensal que oscila entre R$ 150 mil e R$ 250 mil.
O aprendizado prático em eventos e feiras
O ponto de virada na carreira de Marlene ocorreu ao retornar ao Brasil. A participação em um festival de coxinhas serviu como o primeiro grande teste de escala. Ao levar apenas 100 unidades para um evento de dois dias, a empreendedora viu seu estoque esgotar rapidamente no primeiro dia. Essa escassez inesperada não foi vista como um erro, mas como um valioso indicador de demanda.
A estratégia de utilizar feiras e eventos como laboratório foi fundamental para evitar riscos financeiros desnecessários. Segundo a fundadora, esse modelo permitiu validar o produto e entender o comportamento do consumidor antes de assumir os custos fixos de um ponto comercial. Foi a insistência dos clientes, que buscavam o produto fora dos festivais, que impulsionou a abertura das primeiras unidades físicas.
Expansão estratégica e investimento
Com a validação do público, o negócio deu um salto. O investimento inicial de R$ 10 mil foi apenas o começo, seguido por um aporte de R$ 250 mil destinado à estruturação da operação. Hoje, a marca conta com pontos estratégicos na Avenida Paulista e no Parque Villa-Lobos, em São Paulo, locais de grande fluxo que garantem a visibilidade necessária para manter o volume de vendas.
A logística por trás do negócio é complexa. Para atender a uma demanda que chega a 2,8 mil coxinhas em um único fim de semana, a empresa mantém uma estrutura de fábrica e equipe dedicada. Atualmente, a operação é responsável pelo sustento de mais de dez famílias, consolidando-se não apenas como um sucesso comercial, mas como um agente gerador de empregos na capital paulista.
Diversificação do cardápio como diferencial competitivo
Um dos pilares do crescimento da marca é a escuta ativa do consumidor. Marlene incorporou sugestões dos clientes para expandir o menu, incluindo opções veganas e sem glúten. Essa flexibilidade permitiu que o negócio alcançasse públicos com restrições alimentares, um segmento frequentemente negligenciado no mercado de salgados tradicionais.
A variedade de ingredientes nas massas — que incluem batata, abóbora e mandioca — e a diversidade de recheios, como costela, pernil, carne-seca, brócolis, jaca e shimeji, tornaram o produto um item versátil. Além disso, a aposta em tamanhos diferenciados, como a famosa coxinha de 5 quilos voltada para eventos e ações de marketing, ajuda a manter a marca em evidência nas redes sociais e na imprensa, conforme detalhado em reportagem do Portal G1.
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