A Prefeitura do Rio começou a expandir as supercâmeras da CIVITAS Rio pela Zona Norte, a partir do Méier e de Madureira. A escolha dos pontos leva em conta critérios técnicos e a análise de manchas criminais.
“Esses bairros têm muito roubo e furto de veículo e também de celular, muitas vezes com uso de moto ou carro. A gente já tem uma vigilância nessa região, mas vai passar a ter muito mais câmeras. O que a CIVITAS Rio faz é um cerco eletrônico com uso de radares e muita inteligência artificial pra gente poder prever o deslocamento de determinadas quadrilhas”, disse o prefeito Eduardo Cavaliere.
As supercâmeras usam inteligência artificial para cruzar características visuais — cor e tipo de veículo, direção, objetos, padrões de vestimenta — e assim localizar pessoas ou veículos de interesse e reconstruir trajetos. Uma única câmera analisa até 3 mil situações ao mesmo tempo.
“Não ter a placa não é um problema: nós conseguimos chegar à identificação do veículo por cor, marca e modelo”, afirmou o chefe-executivo da CIVITAS Rio, Davi Carreiro.
Hoje a cidade tem 13 mil câmeras, das quais mais de 3.500 são supercâmeras inteligentes. Até o fim do ano devem ser mais de 6.500 supercâmeras, num sistema que passará de 16 mil câmeras. A previsão é chegar a 15 mil supercâmeras até 2028.
O cinturão digital também avança nos acessos à cidade: em 16 de setembro uma nova Muralha Digital será instalada na subida da Ponte Rio-Niterói, do lado do Rio.
Com informações da Prefeitura do Rio de Janeiro. Publicação original.