
A noite da última quarta-feira, 20 de maio de 2026, marcou um ponto de virada na trajetória recente do Palmeiras na Copa Libertadores. No Allianz Parque, a derrota por 1 a 0 para o Cerro Porteño, pela quinta rodada da fase de grupos, não apenas custou a liderança do Grupo F, mas também encerrou duas das mais impressionantes sequências invictas do clube. O resultado gerou uma onda de insatisfação entre os torcedores e intensificou a pressão sobre a equipe comandada por Abel Ferreira.
O revés em casa quebrou uma invencibilidade de 27 partidas do Verdão como mandante na Libertadores, uma marca que solidificava o Allianz Parque como uma verdadeira fortaleza continental. Além disso, a equipe não perdia há 17 jogos na temporada, uma sequência que demonstrava a consistência do time em diferentes competições. Ambas as séries foram interrompidas diante de um estádio lotado e visivelmente frustrado com o desempenho em campo.
A Queda da Fortaleza Alviverde e o Peso da História
A invencibilidade do Palmeiras no Allianz Parque pela Libertadores era um símbolo da hegemonia que o clube construiu nos últimos anos. Desde a chegada de Abel Ferreira, o Verdão transformou seu estádio em um palco quase intransponível para os adversários sul-americanos. Essa marca de 27 jogos sem derrota em casa na competição continental não era apenas um número, mas um reflexo da força tática e mental do time, além do apoio incondicional de sua torcida.
A quebra dessa sequência histórica ressoa não apenas no âmbito esportivo, mas também na percepção de invencibilidade que o Palmeiras havia cultivado. O clube, que se acostumou a levantar troféus e a ser protagonista na América do Sul, agora enfrenta o desafio de reconstruir essa aura de imbatibilidade, especialmente em seu próprio território. A derrota para o Cerro Porteño, um adversário respeitável, mas sem o mesmo peso histórico recente do Palmeiras, adiciona um elemento de surpresa e preocupação.
A Frustração em Campo e a Voz das Arquibancadas
Dentro das quatro linhas, a partida contra o Cerro Porteño foi um retrato da frustração. O Palmeiras dominou o primeiro tempo, criando as melhores oportunidades e acertando a trave em lances perigosos. Contudo, a equipe não conseguiu converter o volume de jogo em gols, um problema que tem sido pontual em algumas atuações recentes. A falta de efetividade custaria caro.
Na volta do intervalo, bastaram dois minutos para o Cerro Porteño aproveitar um contra-ataque e abrir o placar com Pablo Vegetti. O gol adversário mudou completamente o panorama da partida. A partir daí, o Verdão intensificou a pressão, mas esbarrou novamente na trave e na própria ineficiência. A insatisfação da torcida foi palpável, culminando em protestos nas arquibancadas. O coro de