Um momento de tensão marcou a zona mista após o empate em 1 a 1 entre São Paulo e Bolívar, em La Paz, pela Copa Sul-Americana, em 13 de agosto de 2026. O atacante Jonathan Calleri, camisa 9 do Tricolor, protagonizou uma discussão acalorada com jornalistas bolivianos ao ser questionado sobre a comparação entre as dificuldades de jogar na altitude e as condições climáticas adversas no Brasil.
A partida, que deixou o confronto em aberto para o jogo de volta, foi palco de um embate verbal que evidenciou a complexidade do fator altitude no futebol sul-americano, um tema recorrente e que gera intensos debates entre atletas, comissões técnicas e imprensa.
O embate na zona mista após o jogo em La Paz
Após o apito final, que selou o empate entre as equipes, Calleri foi abordado pela imprensa local. A questão central levantada pelos jornalistas bolivianos girava em torno de uma suposta equivalência entre o calor intenso enfrentado por jogadores no Brasil e os desafios impostos pela altitude para os atletas do Bolívar. A premissa, no entanto, foi prontamente contestada pelo atacante argentino.
O questionamento sugeria que o calor de 30º ou 35º Celsius no Brasil poderia ser uma dificuldade comparável à altitude para os visitantes. Calleri, visivelmente incomodado com a comparação, não hesitou em rebater, destacando as particularidades do clima paulistano e as diferenças fisiológicas impostas por jogar em grandes altitudes.
A argumentação de Calleri sobre altitude e clima
Com veemência, Calleri desconstruiu a ideia de que São Paulo registra temperaturas tão elevadas durante o período em questão. “Como assim 30º ou 35º [de temperatura]? Impossível. Não faz 30º ou 35º em São Paulo, faz 20º a 25º”, afirmou o jogador. Ele contextualizou que a capital paulista atravessava o inverno, período em que as temperaturas são significativamente mais amenas, especialmente à noite.
O atacante enfatizou que para se ter temperaturas de 30º ou 35º em São Paulo, seria necessário um cenário de verão, em um horário específico como “16h num sábado de verão”. Calleri reiterou a distinção crucial: “A temperatura é completamente diferente, é 20º. É muito diferente jogar em La Paz. Jogar no nível do mar é diferente do que jogar no nível de montanha, não é?”. A resposta gerou um novo questionamento, com um repórter afirmando que cada equipe joga com as vantagens que possui, mas o argentino manteve seu ponto de vista.
Ele reconheceu a força do Bolívar em casa, mas insistiu no impacto da altitude. “O Bolívar tem uma vantagem de jogar na altura. Mas está claríssimo que nós não temos vantagem em jogar na altura do mar. Nós jogamos de igual para igual contra os jogadores do Bolívar, mas eles são muito melhores no nível do mar. A altitude faz diferença, você viu hoje. Fisicamente, foram muito superiores”, completou, reforçando que São Paulo não é uma região de altas temperaturas como o Nordeste brasileiro.
O fator altitude no futebol sul-americano
A discussão levantada por Calleri não é nova no cenário do futebol sul-americano. A altitude é um dos fatores mais controversos e debatidos, especialmente em competições como a Copa Sul-Americana e a Libertadores. Cidades como La Paz (Bolívia), Quito (Equador) e Bogotá (Colômbia) estão situadas a milhares de metros acima do nível do mar, impondo desafios fisiológicos únicos aos atletas que não estão aclimatados.
Os efeitos da altitude incluem menor pressão atmosférica e menor concentração de oxigênio, o que pode causar fadiga precoce, dores de cabeça e dificuldade respiratória em jogadores não acostumados. Equipes locais, como o Bolívar, desenvolvem adaptações ao longo do tempo, o que lhes confere uma vantagem natural em seus domínios. Este cenário frequentemente leva a debates sobre a justiça competitiva e as estratégias que os times visitantes devem adotar para minimizar os impactos. Para mais informações sobre os desafios do futebol em alta altitude, você pode consultar fontes especializadas em esporte. Saiba mais sobre o tema no portal da ESPN Brasil.
São Paulo busca a vaga em casa na Sul-Americana
O empate em 1 a 1 em La Paz significa que o São Paulo terá a responsabilidade de decidir a vaga para as quartas de final da Sul-Americana em seus domínios. Para avançar diretamente, o Tricolor precisa de uma vitória simples no jogo de volta. Um novo empate, independentemente do placar, levará a decisão para a disputa de pênaltis.
Calleri fez questão de ressaltar a importância do apoio da torcida e a necessidade de o time assumir seu papel decisivo. “Temos que fazer a nossa parte, temos que ganhar. Quanto a isso, não há dúvida. E o Bolívar fez uma grande partida. Não tiro o mérito do Bolívar, muito pelo contrário. São muito fortes aqui, ganharam a maioria dos jogos e acho que lá no Morumbi vai ser muito difícil também”, finalizou o atacante, projetando um confronto igualmente desafiador na capital paulista.
O segundo e decisivo confronto entre São Paulo e Bolívar está agendado para a terça-feira, 18 de agosto, com início às 21h30, prometendo fortes emoções para os torcedores. Acompanhe todos os desdobramentos desta e de outras competições no Portal RJ99, seu destino para informação relevante, atual e contextualizada, com a credibilidade que você merece. Nossa equipe está sempre atenta aos fatos, trazendo análises aprofundadas e a cobertura completa dos temas que importam para você.