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Como o baby boi salvou empresa familiar e conquistou o mercado de Parintins

mês e vende produtos durante todo o ano graças ao comércio eletrônico, reduzindo
Reprodução G1

A reinvenção em meio à crise

O cenário de incertezas provocado pela pandemia de Covid-19, entre 2020 e 2021, impôs desafios severos ao setor de turismo e comércio em Parintins, no Amazonas. Para a empreendedora Ester Almeida, o impacto foi duplo: além da paralisação das atividades ligadas ao tradicional Festival de Parintins, ela enfrentou a perda do marido, um golpe pessoal que se somou à necessidade urgente de manter a saúde financeira de seu negócio, que atua há cerca de 30 anos no mercado de souvenirs e produtos oficiais dos bois-bumbás Garantido e Caprichoso.

Foi nesse contexto de resiliência que surgiu uma solução criativa e afetiva. O que começou como uma confecção artesanal de um brinquedo de pelúcia para presentear o neto transformou-se em um fenômeno de vendas. O chamado baby boi, uma versão lúdica e compacta dos bois que movem a cultura local, tornou-se o principal motor de recuperação da empresa, permitindo a manutenção de empregos e o pagamento de compromissos financeiros.

Estratégia e expansão do baby boi

A transição do produto de um item de presente para um carro-chefe de vendas foi rápida. Ao perceber o interesse do público pelo item, Ester Almeida estruturou a produção em escala, mantendo a neutralidade necessária para atender às duas torcidas rivais. A empresária reforça que seu compromisso é com a cultura parintinense como um todo, garantindo que a produção seja equilibrada entre o vermelho do Garantido e o azul do Caprichoso.

O sucesso do baby boi não ficou restrito às fronteiras do Amazonas. Com a implementação de estratégias de comércio eletrônico, a empresa conseguiu reduzir a sazonalidade que historicamente marcava o negócio. Hoje, a marca atende clientes em diversas regiões do Brasil e até no exterior, alcançando um faturamento médio de R$ 34 mil por mês. Apenas na edição de 2025 do festival, foram comercializadas cerca de 1.500 unidades do brinquedo.

Impacto econômico e estrutura atual

O crescimento da demanda exigiu uma reestruturação operacional. A empresa mantém uma confecção própria com sete funcionários fixos, um quadro que chega a dobrar durante o período de alta temporada do Festival de Parintins. Esse movimento demonstra como o evento, além de sua importância cultural, é um pilar fundamental para a economia local, permitindo que micro e pequenos empreendedores prosperem e profissionalizem suas atividades.

Para quem deseja conhecer mais sobre o trabalho desenvolvido pela Qboi Comércio de Confecções Ltda, a empresa mantém canais ativos de comunicação e venda, incluindo o site oficial www.qboiparintins.com.br. A trajetória de Ester Almeida serve como um exemplo de como a adaptação e o olhar atento às oportunidades podem transformar momentos de crise em bases sólidas para o crescimento empresarial.

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