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Expectativa japonesa para o jogo contra o Brasil na Copa do Mundo: entre orgulho e o peso do favoritismo

Vinícius Jr. e Neymar comemoram a vitória que garantiu ao Brasil liderança do grupo C na Copa do Mundo
Reprodução Terra

A Copa do Mundo de 2026 se aproxima de um de seus confrontos mais aguardados na fase de 16 avos de final: o embate entre Japão e Brasil. De um lado, os Samurais Azuis chegam com uma campanha sólida e o orgulho de uma nação que vê sua seleção em ascensão. Do outro, a Seleção Canarinho, invicta e apontada como uma das grandes favoritas ao título, com um elenco recheado de estrelas. A partida, marcada para segunda-feira (26) no NRG Stadium, em Houston, Texas, promete ser um teste de fogo para ambos os times, especialmente para os japoneses, que sonham em fazer história.

Apesar do favoritismo brasileiro, a torcida nipônica demonstra uma mistura de esperança e realismo, ciente da qualidade de seu time, mas também do desafio monumental que é enfrentar uma potência do futebol mundial. As ruas e as redes sociais no Japão ecoam a expectativa de um duelo que pode definir o futuro da equipe no torneio.

A ascensão dos Samurais Azuis e a fase de grupos impecável

A seleção japonesa tem motivos de sobra para se orgulhar de sua trajetória até aqui na Copa do Mundo de 2026. Classificados em segundo lugar no Grupo F, com cinco pontos, os Samurais Azuis mantiveram a invencibilidade na fase de grupos. A campanha incluiu um empate emocionante em 2 a 2 com a Holanda na estreia, uma goleada convincente de 4 a 0 sobre a Tunísia e um encerramento da fase com outro empate, em 1 a 1, contra a Suécia.

Esse desempenho notável enche a torcida de esperança e evidencia a força desta geração de jogadores, considerada por muitos como uma das melhores da história do futebol nipônico. Megumi, de 43 anos, resume o sentimento: “O Japão tem jogado bem até agora. O trabalho em equipe tem sido excelente e eles têm se mostrado um time muito sólido no geral”. Riko, de 25 anos, complementa, destacando a profundidade do elenco: “Eles estão fazendo uma boa Copa até agora e têm feito um excelente trabalho em equipe, incluindo os reservas. Eles não estão satisfeitos com todos os resultados, por isso estão encarando cada jogo de diferentes maneiras”.

O desafio de enfrentar o Brasil: o confronto Brasil Japão e as estrelas em campo

O Brasil, por sua vez, chega ao confronto contra o Japão também invicto e com moral elevada. A Seleção Canarinho garantiu a liderança do Grupo C com sete pontos, demonstrando um futebol consistente. Na última rodada da fase de grupos, a equipe brasileira venceu a Escócia por 3 a 0, em uma partida que contou com grande atuação de Vinícius Jr., um dos nomes mais promissores do futebol mundial. Esse resultado não apenas elevou a confiança no elenco, mas também despertou o temor nos próximos oponentes.

A presença de Neymar é um capítulo à parte na expectativa para este jogo. Após se recuperar de uma lesão que o afastou dos dois primeiros jogos, o camisa 10 estreou na Copa contra a Escócia, atuando nos 15 minutos finais, e agora está totalmente à disposição do técnico Carlo Ancelotti para o duelo decisivo. Akira, de 29 anos, reflete sobre o peso do adversário: “Embora eu não entenda muito de futebol, sempre tive a impressão de que o Brasil é uma potência no esporte, e a presença de Neymar é uma grande parte disso”.

Apesar do respeito, a confiança japonesa não se abala. Megumi brinca: “O Brasil não era o adversário que eu esperava enfrentar”, mas rapidamente adiciona: “É o favorito, mas o Japão definitivamente tem chances. Se jogarem como um time e aproveitarem as oportunidades, podem vencer o Brasil”.

Histórico de confrontos e o sonho da “zebra” japonesa

O histórico de confrontos entre Brasil e Japão em Mundiais é escasso, com apenas um registro anterior: há 20 anos, na Copa da Alemanha em 2006, a Seleção Brasileira venceu por 4 a 1 na última rodada da fase de grupos. No entanto, os torcedores japoneses se apegam a um resultado mais recente para alimentar a esperança: um amistoso disputado em outubro de 2025, no qual o Japão surpreendeu e venceu a Seleção Canarinho por 3 a 2 de virada.

Akira, apesar de reconhecer a qualidade do elenco japonês, mantém um certo ceticismo quanto ao título mundial, mas acredita na possibilidade de uma vitória pontual: “Acho que o Japão é forte quando tudo se encaixa, pois os jogadores são talentosos e o técnico tem uma visão tática genial. Mas, infelizmente, não os vejo conquistando o Mundial, porque os jogadores japoneses são muito passivos e tendem a apostar em contra-ataques em vez de tomarem a iniciativa do jogo”. Contudo, ele pondera: “Se já venceram uma vez, é mais fácil imaginar que vençam novamente”.

A seleção japonesa estreou em Copas do Mundo em 1998, na França, e desde então participou de todas as oito edições. O máximo que conseguiu foi chegar às oitavas de final, feito alcançado em 2022 (Catar), 2018 (Rússia), 2010 (África do Sul) e 2002 (quando sediou o torneio com a Coreia do Sul). Desta vez, para igualar o feito e sonhar mais alto, os Samurais Azuis precisarão superar o Brasil nos 16 avos de final, uma nova fase adicionada a esta primeira edição com 48 seleções.

A mentalidade dos torcedores e a aposta na defesa

Apesar da evidente superioridade ofensiva brasileira, parte da torcida japonesa aposta na solidez defensiva de sua equipe para surpreender. Chika, de 36 anos, avalia: “Bem, o Japão continua em ascensão. Eles estão se saindo muito bem em comparação com a última vez (2022). O time tem uma boa mentalidade e trabalho em equipe, capazes de superar o Brasil”. Ela ainda destaca o goleiro Zion Suzuki, que joga no Parma da Itália, como uma das armas para conter o ataque brasileiro.

Totsumo Fujimoto, de 74 anos, reforça a imprevisibilidade do futebol: “Minha impressão é que o Brasil seria um dos adversários mais difíceis que o Japão poderia enfrentar. Ainda assim, o futebol pode ser imprevisível, e o Japão poderia dar trabalho se mantiver o time compacto e aproveitar bem as oportunidades que tiver”. A estratégia de buscar o empate e levar a decisão para os pênaltis é uma tática que ressoa entre alguns torcedores.

Riko, por exemplo, conclui com otimismo: “Acho que vai terminar empatado. O Japão também tem chances de vencer (nos pênaltis), mesmo que o Brasil seja forte. Na outra partida, ganhamos, então se tudo correr bem, temos chances de ganhar desta vez também”. A fé na capacidade de superação e na disciplina tática são os pilares da esperança japonesa para este confronto histórico.

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