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CGU cria Rede Nacional de Integridade Pública para unificar esforços contra irregularidades

© Iano Andrade/Portal Brasil
© Iano Andrade/Portal Brasil

A Controladoria-Geral da União (CGU) deu um passo significativo para fortalecer a governança e a transparência no setor público brasileiro ao instituir a Rede Nacional de Integridade Pública. Lançada nesta quarta-feira, 20 de maio de 2026, a iniciativa visa criar um ambiente de cooperação e troca de experiências entre diversas instituições, com o objetivo primordial de prevenir irregularidades e promover a ética na administração.

Sob a coordenação da Secretaria de Integridade Pública (SIP) da CGU, a rede emerge como uma resposta estratégica aos desafios complexos da gestão pública, buscando unificar esforços e desenvolver soluções conjuntas. A expectativa é que, ao reunir diferentes esferas e poderes, a Rede Nacional de Integridade Pública se torne um pilar fundamental na construção de um serviço público mais íntegro e eficiente, reforçando a confiança da sociedade nas instituições.

Uma Estrutura Abrangente para a Governança Colaborativa

A Rede Nacional de Integridade Pública foi formalmente instituída pela Portaria Normativa CGU 262, de maio de 2026, e sua abrangência é um dos seus pontos mais notáveis. Ela congrega uma vasta gama de órgãos dos poderes Legislativo, Executivo e Judiciário, tanto em nível federal quanto estadual e municipal. Além disso, inclui instituições essenciais para o controle e a fiscalização, como Ministérios Públicos, Tribunais de Contas e Defensorias Públicas, que, embora não integrem diretamente os Três Poderes, são cruciais para a saúde democrática.

A estrutura da rede também prevê a participação de membros associados, ampliando ainda mais seu alcance. Unidades setoriais de integridade de autarquias e fundações federais, órgãos responsáveis pela gestão da integridade no âmbito municipal e conselhos de fiscalização profissional poderão se juntar ao grupo. Essa composição diversificada é projetada para garantir uma visão holística e uma atuação multifacetada na promoção da integridade.

Objetivos Claros: Transparência e Fortalecimento da Integridade Pública

O principal propósito da Rede, conforme explicitado pela CGU, é impulsionar a transparência e atuar na prevenção de irregularidades em todo o setor público. A iniciativa reconhece que a integridade pública não é apenas uma questão de conformidade legal, mas um valor fundamental que sustenta a legitimidade e a eficácia da administração pública. Ao focar na prevenção, a rede busca antecipar e mitigar riscos, em vez de apenas reagir a problemas já estabelecidos.

Para alcançar esses objetivos, a atuação da Rede se dará por meio de diversas frentes. A produção e disseminação de conhecimento serão pilares, garantindo que as melhores práticas e as lições aprendidas sejam compartilhadas amplamente. A troca contínua de experiências, a capacitação de profissionais e o desenvolvimento de estratégias integradas de integridade pública são mecanismos essenciais para fortalecer a capacidade institucional de todos os membros. Simone Gama de Andrade, diretora de Integridade Pública da SIP, ressaltou a importância desse intercâmbio: “A expectativa é que o intercâmbio contínuo de experiências contribua para ampliar a efetividade das políticas de integridade e fortalecer a confiança da sociedade nas instituições públicas brasileiras.”

Próximos Passos e Como Participar da Rede

A implementação da Rede Nacional de Integridade Pública será dividida em fases, com um planejamento cuidadoso para garantir sua eficácia. Na etapa inicial, será criada uma comissão específica, encarregada de elaborar a proposta do primeiro regimento interno da rede. Esta comissão também será responsável por convocar a Assembleia Geral e conduzir as eleições para o Conselho Diretivo, que será o órgão de gestão da iniciativa. Instituições interessadas em fazer parte desta comissão fundadora têm até o dia 30 de junho para manifestar seu interesse.

Para as demais instituições que desejam integrar a Rede, o processo de adesão é simplificado e ocorre por meio de um formulário eletrônico disponível no sistema e-CGU. Os órgãos interessados deverão apresentar a documentação necessária que comprove suas atribuições relacionadas à gestão da integridade e indicar formalmente o representante que atuará em nome da instituição na Rede. Este processo garante que os membros estejam alinhados com os propósitos da iniciativa e possuam a expertise necessária para contribuir ativamente.

O Contexto Maior: Plano de Integridade e Combate à Corrupção

A criação da Rede Nacional de Integridade Pública não é um evento isolado, mas parte integrante de uma estratégia mais ampla do governo federal. A iniciativa está alinhada com o Plano de Integridade e Combate à Corrupção (PICC), um documento que reúne uma série de ações e diretrizes para promover a integridade e combater a corrupção em toda a administração pública federal. O PICC, que abrange o período de 2025 a 2027, reflete o compromisso do governo em fortalecer os mecanismos de controle e aprimorar a cultura de ética no serviço público.

A Rede, portanto, atua como um braço operacional e colaborativo desse plano maior, traduzindo os princípios e objetivos do PICC em ações concretas de intercâmbio e desenvolvimento. Ao fomentar a cooperação entre diferentes entes federativos e poderes, a CGU busca criar uma frente unificada contra a corrupção e pela promoção da transparência, essencial para a boa governança e para a construção de uma sociedade mais justa e equitativa.

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