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ANP prorroga flexibilização de estoques mínimos de combustíveis por mais dois meses

dois meses, até 30 de junho, a flexibilização para que produtores e distribuidor
Reprodução Agência Brasil

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) estendeu, por mais dois meses, a medida que desobriga produtores e distribuidores de manterem estoques mínimos de gasolina e óleo diesel. A decisão, que agora vigora até 30 de junho, busca garantir a fluidez no abastecimento nacional em um cenário de incertezas no mercado global de energia.

Esta flexibilização, implementada inicialmente em 19 de março, atua como uma estratégia para mitigar os impactos da volatilidade nos preços dos derivados de petróleo. Ao permitir que as empresas operem com estoques menores, o órgão regulador visa aumentar a oferta imediata de combustíveis no mercado interno, reduzindo a pressão sobre os custos ao consumidor final.

Contexto de crise e instabilidade internacional

A medida excepcional está diretamente ligada aos desdobramentos da guerra envolvendo o Irã, iniciada após o ataque dos Estados Unidos e de Israel em 28 de fevereiro. O conflito afetou severamente a logística global de petróleo, especialmente devido às tensões no Estreito de Ormuz.

Esta passagem marítima, localizada no sul do Irã, é um ponto nevrálgico para o comércio mundial, por onde transitava cerca de 20% da produção global de petróleo antes do início das hostilidades. O bloqueio imposto na região provocou uma escalada rápida nos preços do barril do tipo Brent, que saltou de aproximadamente US$ 70 para picos de US$ 120, oscilando atualmente na casa dos US$ 100.

Impacto no mercado brasileiro

Como o petróleo é uma commodity com preços definidos internacionalmente, a escassez e a instabilidade no fornecimento global refletem diretamente na economia brasileira. O Brasil, apesar de ser um grande produtor, mantém uma dependência relevante na importação de diesel, que supre cerca de 30% do consumo doméstico.

Segundo a ANP, a flexibilização visa aproximar os estoques da ponta de consumo, otimizando a logística de suprimento. A regra original, estabelecida pela Resolução 949/2023, exige que produtores mantenham estoques semanais de gasolina A e diesel A (S10 e S500), referindo-se aos produtos antes da mistura com etanol ou biodiesel.

Esforços governamentais para conter preços

A prorrogação da norma faz parte de um conjunto mais amplo de ações do governo federal para tentar frear a alta dos combustíveis. Além da gestão de estoques, o Executivo tem adotado medidas como a isenção de tributos e a concessão de subsídios a importadores e produtores, na tentativa de proteger o mercado interno dos choques externos.

Embora a prorrogação tenha sido oficializada ao público nesta quarta-feira (6), a ANP informou que as empresas do setor já haviam sido comunicadas da decisão por meio de um ofício enviado no dia 17 de maio. O monitoramento da agência continua atento aos desdobramentos do conflito no Oriente Médio e seus efeitos sobre a oferta de energia.

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