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Copa do Mundo 2026: Brasil aguarda definição de adversário entre Holanda, Japão e Suécia

Por
Reprodução Terra

A expectativa em torno da Copa do Mundo 2026 atinge um novo patamar à medida que a fase de grupos se aproxima do fim, e as seleções começam a traçar seus caminhos no mata-mata. Para o Brasil, a segunda fase reserva um confronto de peso, com três possíveis adversários que prometem desafios distintos: Holanda, Japão e Suécia. A definição virá dos resultados finais do Grupo F, onde essas equipes disputam as vagas restantes, enquanto o Brasil já tem sua posição assegurada como segundo colocado do Grupo C.

Este cenário estratégico, que se desenha em Arlington, Texas, coloca a seleção brasileira diante de um dilema entre uma rivalidade histórica, um adversário em ascensão meteórica e um velho conhecido dos Mundiais. A partida decisiva do Grupo F, que definirá o rival do Brasil, acontecerá com a Tunísia já eliminada, buscando apenas uma despedida honrosa.

O cenário do Grupo F e o caminho do Brasil

A dinâmica da Copa do Mundo 2026 estabelece que os dois primeiros colocados do Grupo F enfrentarão os times do Grupo C. Com o Brasil garantido na segunda posição do Grupo C, a seleção aguarda o desfecho da chave F para conhecer seu próximo oponente. O primeiro colocado do Grupo F enfrentará Marrocos, que liderou o Grupo C. Já o segundo colocado do Grupo F terá o Brasil pela frente, em um duelo que promete ser um dos pontos altos da competição.

A Suécia, que antes do início da rodada decisiva ocupava a terceira posição, ainda tem chances de avançar entre os oito melhores nessa condição. Caso isso ocorra, a equipe sueca enfrentaria o líder do Grupo I, que será França ou Noruega, em uma batalha pela liderança daquela chave.

Holanda: a pedra no sapato histórica

A Holanda surge como um dos adversários mais temidos e com um histórico de confrontos intensos contra o Brasil em Mundiais. Em cinco encontros, os holandeses levaram a melhor em três ocasiões: 1974, 2010 e 2014. As vitórias brasileiras ocorreram em 1994, com um placar de 3 a 2 nos Estados Unidos, e em 1998, quando a seleção canarinho triunfou nos pênaltis após um empate por 1 a 1.

A equipe holandesa, apesar de contar com estrelas como Memphis Depay – que ainda busca seu brilho na competição –, tem demonstrado força. O atacante do Corinthians, que saiu do banco no empate com o Japão e na goleada sobre a Suécia, já contribuiu com uma assistência crucial. Para garantir a liderança do Grupo F, a Holanda precisa vencer a Tunísia ou torcer para que o Japão não a supere no saldo de gols. O técnico Ronald Koeman, mesmo após uma goleada, ressaltou a busca por melhorias: “Houve momentos suficientes em que pensamos: poderia ter sido melhor. Sabemos que as coisas podem melhorar, mas também é possível ver a alta qualidade desta equipe. Um prazer de assistir.”

Japão: a evolução e o desafio recente

O Japão, embora tenha apenas um confronto em Mundiais contra o Brasil – uma derrota por 4 a 1 em 2006 –, não é mais a mesma equipe. Desde a Copa de 2022, os japoneses têm surpreendido o mundo do futebol com vitórias expressivas sobre potências como Alemanha (duas vezes), Espanha, Inglaterra e até mesmo o próprio Brasil. A vitória sobre a seleção brasileira, por 3 a 2 em outubro, já sob o comando de Carlo Ancelotti, demonstra a capacidade de superação e a mentalidade vencedora que o técnico Hajime Moriyasu implementou ao longo de seus oito anos no cargo.

Moriyasu destacou a filosofia da equipe: “Nossa abordagem sempre se baseou em dois pilares: dar tudo de si para vencer a partida que temos pela frente e ter a coragem de continuar nos desafiando a evoluir.” Com a provável vitória da Holanda sobre a Tunísia, o confronto entre Japão e Suécia se torna uma espécie de final antecipada pela segunda posição do grupo, com os japoneses buscando a vitória para, quem sabe, superar os holandeses no saldo de gols e liderar a chave.

Suécia: a rival mais conhecida e a missão de Potter

A Suécia detém o recorde de seleção que o Brasil mais enfrentou em Copas do Mundo, com sete encontros. O histórico é favorável aos brasileiros, com cinco vitórias e dois empates, incluindo a final de 1958 e a semifinal de 1994, vencida por 1 a 0 com gol de Romário. No entanto, a equipe sueca atual, sob o comando do técnico Graham Potter, busca reverter a goleada sofrida para a Holanda e surpreender.

Potter, conhecido por suas “causas impossíveis” ao levar o Ostersunds da quarta divisão à elite sueca, tem um ataque potente com Viktor Gyokeres, Anthony Elanga e Alexander Isak. Desde sua chegada em outubro, a Suécia marcou 17 gols em oito jogos, mas sofreu 19, o que indica que a defesa será testada de forma crucial na próxima partida. Para liderar o grupo, a Suécia precisa vencer e torcer para que a Holanda não derrote a Tunísia.

Tunísia: a despedida digna

Para a Tunísia, já eliminada após duas goleadas e uma mudança de técnico, resta a busca por uma despedida digna da Copa do Mundo 2026. A inspiração para isso vem da Copa de 2022, quando, mesmo sem chances de classificação, a equipe africana conseguiu uma vitória histórica sobre a França na última rodada da fase de grupos, mostrando que a honra e o orgulho podem ser grandes motivadores.

A definição dos adversários do Brasil na segunda fase da Copa do Mundo 2026 promete emoções até o último minuto. Holanda, Japão e Suécia representam diferentes desafios e narrativas, e a torcida brasileira aguarda ansiosamente para saber qual pedra estará no caminho da busca pelo hexacampeonato. Acompanhe todos os desdobramentos e análises aprofundadas no Portal RJ99, seu portal de notícias com informação relevante, atual e contextualizada, sempre comprometido com a qualidade e a credibilidade jornalística.

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