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Dólar recua para R$ 5,08 e Ibovespa amarga quarta queda consecutiva

Dólar recua para R$ 5,08 e Ibovespa amarga quarta queda consecutiva
© Valter Campanato/Agência Brasil

O mercado financeiro brasileiro viveu mais um dia de oscilações intensas nesta semana. Enquanto o dólar comercial registrou queda, fechando o pregão abaixo da marca de R$ 5,09, a bolsa de valores brasileira, o Ibovespa, manteve a trajetória de baixa, acumulando sua quarta sessão consecutiva de perdas. O cenário reflete um misto de alívio cambial impulsionado pela política monetária interna e a cautela persistente dos investidores diante das tensões geopolíticas globais.

Dólar e o cenário cambial

A moeda norte-americana encerrou o dia cotada a R$ 5,089, uma desvalorização de 0,42%. Esse movimento de queda, que já soma 1,42% no acumulado de julho e 7,28% no ano de 2026, é sustentado principalmente pelo diferencial de juros entre o Brasil e os Estados Unidos. Essa dinâmica favorece o chamado carry trade, atraindo capital estrangeiro para o país em busca de rendimentos mais atrativos.

Além disso, o real foi beneficiado pela valorização do petróleo no mercado internacional, que fortalece a perspectiva de entrada de divisas via exportações. Dados recentes da balança comercial brasileira reforçam essa tendência, com um superávit registrado na terceira semana de julho e um crescimento expressivo nas exportações, especialmente no setor de indústria extrativa.

Ibovespa sob pressão

O principal índice da bolsa brasileira, o Ibovespa, encerrou o dia aos 173.371,35 pontos, com recuo de 0,20%. Embora tenha iniciado o pregão com otimismo, superando a marca de 174 mil pontos, o índice perdeu fôlego ao longo da tarde. A pressão vendedora foi intensificada pelo desempenho negativo das mineradoras, que não conseguiram ser compensadas pela alta das ações da Petrobras.

A volatilidade do índice reflete a sensibilidade do investidor local ao noticiário internacional. A alternância entre sinais de distensão diplomática e discursos mais incisivos de lideranças globais tem mantido o mercado em estado de alerta, dificultando uma recuperação mais consistente das ações brasileiras.

Geopolítica e o mercado de petróleo

O preço do petróleo, fator determinante para o comportamento de diversos ativos, fechou em alta nesta sessão. O barril do tipo Brent avançou 1,27%, cotado a US$ 89,22, enquanto o WTI subiu 0,85%, alcançando US$ 82,48. A commodity reagiu diretamente às incertezas sobre o conflito no Oriente Médio.

A oscilação dos preços foi marcada por um ciclo de notícias: inicialmente, a possibilidade de redução das tensões entre Estados Unidos e Irã trouxe um breve alívio. Contudo, declarações do presidente norte-americano, Donald Trump, prometendo respostas mais rígidas a eventuais ataques, renovaram o temor sobre a oferta global. Somam-se a isso as preocupações com o tráfego marítimo em pontos estratégicos, como o Estreito de Ormuz e o Mar Vermelho, que continuam a pressionar os prêmios de risco da energia.

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