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Bélgica goleia Estados Unidos e elimina último anfitrião da Copa do Mundo

Folarin Balogun foi reintegrado à seleção dos EUA de forma controversa, mas não conseguiu ajudar os coanfitriões da Copa do Mundo a superar a B&e
Reprodução Terra

A queda dos anfitriões e o domínio belga

A seleção da Bélgica garantiu sua vaga nas quartas de final da Copa do Mundo após uma atuação contundente contra os Estados Unidos. Em uma partida marcada por intensa expectativa, os europeus superaram os donos da casa com uma goleada expressiva, encerrando o sonho norte-americano no torneio. Com o resultado, a competição perde seu último coanfitrião, já que México e Canadá também haviam se despedido nas oitavas de final.

Os gols que selaram a classificação belga foram marcados por De Ketelaere, autor de dois tentos, além de Vanaken e Lukaku. Pelo lado dos norte-americanos, Tillman descontou, mas a equipe não conseguiu conter o ímpeto ofensivo do adversário. Agora, a Bélgica se prepara para um duelo de alto nível contra a Espanha, marcado para a próxima sexta-feira (10), às 16h, em Los Angeles.

Polêmica envolvendo Balogun e bastidores

O confronto foi antecedido por um clima de tensão política e esportiva. O atacante Folarin Balogun, artilheiro dos Estados Unidos, entrou em campo sob o centro de uma polêmica internacional. Após ser expulso na fase anterior, contra a Bósnia, o jogador teve sua punição suspensa pela Fifa, permitindo sua participação no duelo decisivo.

A decisão da entidade máxima do futebol foi alvo de críticas severas e especulações sobre uma suposta interferência do presidente norte-americano, Donald Trump. O mandatário chegou a agradecer publicamente a Gianni Infantino, presidente da Fifa, através de uma rede social. A manobra, contudo, acabou gerando um efeito colateral inesperado: o combustível extra para a motivação belga.

A resposta dentro das quatro linhas

O meio-campista Youri Tielemans revelou, em entrevista à emissora RTBF, que a notícia da liberação de Balogun serviu como um catalisador para o grupo belga. Segundo o atleta, a equipe realizou uma reunião específica para tratar do tema, decidindo que a melhor resposta seria dada através do desempenho técnico e tático durante os 90 minutos.

“Tínhamos realmente muita raiva e muita vontade de começar bem o jogo”, afirmou Tielemans. A estratégia funcionou, e a Bélgica dominou o confronto desde os minutos iniciais, silenciando a torcida local. A presença de Infantino na tribuna em Seattle apenas reforçou a magnitude do evento, que agora segue para as fases decisivas sem a presença das seleções que sediam o mundial.

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