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Indústria naval brasileira: Lula visita estaleiro em Itajaí e celebra investimentos

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Reprodução Agência Brasil

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, esteve em Itajaí, no norte de Santa Catarina, na tarde da última sexta-feira (26), para uma visita estratégica ao estaleiro Detroit Brasil. O objetivo foi acompanhar de perto a construção de uma frota de embarcações de apoio marítimo offshore, cruciais para as operações da Petrobras em alto-mar. A agenda do presidente sublinha a relevância da indústria naval brasileira para o desenvolvimento econômico e a geração de empregos no país.

As embarcações em construção são destinadas a fornecer suporte logístico, operacional e de segurança às plataformas e navios-sonda da estatal petrolífera. A iniciativa faz parte de um esforço maior para revitalizar e modernizar o setor naval nacional, um pilar fundamental para a soberania e a autossuficiência energética do Brasil.

O Programa Mar Aberto e a Nova Frota da Petrobras

A visita presidencial focou na produção de dez embarcações, sendo seis do tipo PSV (Platform Supply Vessel), projetadas para o transporte de cargas a granel, alimentos, fluidos, equipamentos e outros materiais essenciais para a operação contínua das plataformas. As quatro restantes são do tipo OSRV (Oil Spill Recovery Vessel), especializadas na identificação, contenção e recolhimento de eventuais derramamentos de petróleo no mar, um componente vital para a segurança ambiental.

Esses projetos são parte integrante do Programa Mar Aberto, uma ambiciosa iniciativa criada para ampliar e renovar a frota utilizada pela Petrobras. Além das embarcações no estaleiro Detroit Brasil, outras seis PSVs estão sendo construídas no estaleiro Navship, localizado em Navegantes, município vizinho a Itajaí. O programa prevê a construção de um total de 42 embarcações em Santa Catarina, com um investimento estimado em R$ 12 bilhões e a expectativa de gerar mais de 5 mil postos de trabalho diretos no estado.

A Importância da Produção Nacional e Geração de Empregos

Em seu discurso, o presidente Lula enfatizou a importância estratégica de construir navios no Brasil, argumentando que a prática impulsiona o desenvolvimento de um setor econômico vital. “Quando você compra de lá, você não desenvolve a indústria nacional. Quando você compra de lá, você não desenvolve tecnologia aqui. Quando você compra de lá, você não gera emprego aqui. Quando você compra de lá, você não paga imposto aqui”, declarou o presidente, ressaltando os múltiplos benefícios da produção interna.

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, reforçou o compromisso da estatal com a indústria naval. Ela lembrou uma promessa feita ao presidente: “Prometi em janeiro de 2025 ao presidente Lula que em dezembro de 2026 teríamos 48 barcos contratados ou com edital na praça. Promessa é dívida, presidente. Eles estão aí contratados”, afirmou Chambriard, dirigindo-se a Lula. Ela também mencionou a negociação para a fabricação de mais 18 barcaças para transporte de grandes volumes de combustível e 18 empurradores para movimentação dessas barcaças, ampliando ainda mais o escopo dos investimentos.

Investimentos e o Fundo da Marinha Mercante

A Petrobras é historicamente a principal impulsionadora da construção naval no Brasil. A empresa projeta investir cerca de R$ 32 bilhões na indústria naval brasileira até 2032, por meio do Programa Mar Aberto e com o apoio de recursos do Fundo da Marinha Mercante (FMM). Criado em 1958, o FMM tem como missão financiar a expansão e a modernização da frota marítima, dos estaleiros e da infraestrutura portuária do país, sendo um instrumento fundamental para a sustentabilidade e crescimento do setor.

Este volume de investimento não apenas garante a renovação da frota de apoio às operações de petróleo e gás, mas também estimula toda uma cadeia produtiva, desde a fabricação de componentes até a formação de mão de obra especializada. A estratégia visa consolidar o Brasil como um player relevante na construção naval, reduzindo a dependência de estaleiros estrangeiros e fortalecendo a economia local e nacional.

Projetos de Defesa e o Novo PAC em Santa Catarina

Além das embarcações para a Petrobras, os estaleiros de Santa Catarina também desempenham um papel crucial na fabricação de embarcações de defesa para a Marinha do Brasil. Este é o caso do Programa Fragatas Classe Tamandaré, que prevê um investimento total de R$ 13,9 bilhões até 2030. Desse montante, R$ 10,5 bilhões são provenientes do Novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), evidenciando a prioridade do governo em fortalecer a capacidade de defesa nacional e, ao mesmo tempo, gerar desenvolvimento econômico.

A expectativa é que o Programa Fragatas Classe Tamandaré crie cerca de 2 mil empregos diretos e 6 mil indiretos, reforçando a vocação naval da região de Santa Catarina e a capacidade tecnológica do país. A sinergia entre os projetos da Petrobras e da Marinha demonstra um esforço coordenado para alavancar a indústria naval em diversas frentes, com impactos positivos em inovação, capacitação e geração de renda.

Para se manter atualizado sobre os desdobramentos desses importantes investimentos na indústria naval e outros temas relevantes que impactam o Brasil e a região, continue acompanhando o Portal RJ99. Nosso compromisso é trazer informação de qualidade, contextualizada e aprofundada, para que você esteja sempre bem informado sobre os fatos que moldam nosso cenário.

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