A seleção da Inglaterra garantiu sua vaga nas quartas de final da Copa do Mundo de 2026 após uma vitória dramática e caótica sobre o México, por 3 a 2, no lendário Estádio Azteca. O confronto, disputado na noite deste domingo (5), foi marcado por atuações brilhantes de suas principais estrelas e um enredo digno de Mundial, com reviravoltas e muita emoção do início ao fim.
O resultado coloca a Inglaterra em um embate decisivo contra a Noruega, equipe que surpreendentemente eliminou o Brasil, reacendendo a esperança dos torcedores ingleses de que, finalmente, a taça possa estar voltando para casa.
Confronto de Titãs na Altitude do Azteca
A partida no Estádio Azteca, situado a 2.240 metros de altitude na Cidade do México, apresentou um desafio físico e psicológico para a equipe da Inglaterra. Desde os primeiros minutos, o “English Team” sentiu a pressão do ímpeto dos anfitriões, impulsionados por uma torcida fervorosa que ecoava o grito de “olê” pelas arquibancadas, criando uma atmosfera intimidadora.
Apesar do cenário adverso, a Inglaterra demonstrou resiliência e conseguiu abrir o placar aos 36 minutos da etapa inicial. Em uma jogada bem construída, Declan Rice avançou pela direita e tocou para Bukayo Saka, que cruzou com precisão para o centro da área. Livre de marcação, o craque do Real Madrid, Jude Bellingham, se agachou para cabecear e balançar as redes, silenciando momentaneamente a torcida mexicana.
Brilho de Bellingham e Resposta Mexicana
O gol de Bellingham não apenas abriu o placar, mas também deu um novo fôlego à Inglaterra. Pouco depois, aproveitando um erro na saída de bola da defesa mexicana, o astro do Bayern de Munique, Harry Kane, cruzou rasteiro para o centro da área. Bellingham, em uma demonstração de oportunismo e faro de gol, apareceu novamente para finalizar com o pé direito, ampliando a vantagem inglesa para 2 a 0.
No entanto, a alegria inglesa durou pouco. Aos 42 minutos, Julián Quiñones aproveitou uma sobra na área após uma cobrança de falta pelo alto e finalizou com a direita, estufando a rede e diminuindo a vantagem para o México. O gol reacendeu a torcida e garantiu que o segundo tempo começaria com a mesma intensidade.
Drama, Expulsão e Pênaltis Decisivos
A segunda etapa do jogo no Azteca começou com a mesma alta rotação do final da primeira. Logo aos três minutos, o México teve uma chance de ouro para empatar, quando César Montes recebeu a bola embaixo da trave. Contudo, Jude Bellingham, em um lance de pura entrega, apareceu em cima da hora e chutou para escanteio, evitando o gol mexicano e mantendo a Inglaterra à frente.
A situação da Inglaterra se complicou ainda mais com a expulsão de Jarrell Quansah, que recebeu cartão vermelho por uma entrada violenta em um adversário. Mesmo com um jogador a menos, a equipe inglesa não se abateu. Na sequência do lance, RaúL Rangel cometeu pênalti em Anthony Gordon. Harry Kane, com a frieza de um artilheiro, converteu a cobrança, fazendo 3 a 1 e dando um respiro crucial aos ingleses.
O México, porém, não desistiu. Voltou a diminuir a vantagem, também de pênalti, com Raúl Jiménez. Nos minutos finais, a pressão mexicana pelo empate foi intensa, mas a defesa inglesa, demonstrando garra e determinação, conseguiu segurar o resultado até o apito final. A equipe parece determinada a deixar para trás o histórico de fracassos em grandes competições.
Rumo às Quartas: O Sonho Inglês e a Maldição Mexicana
Após o apito final, os jogadores ingleses celebraram a vitória com um momento de comunhão que tem marcado a Copa do Mundo até aqui. Em uníssono com a torcida, cantaram a letra de “Wonderwall”, música símbolo do Oasis, banda conhecida pelos laços sanguíneos com o futebol. Essa união reforça o espírito de equipe e a conexão com os fãs.
Campeã pela única vez em 1966, a Inglaterra terá pela frente agora a Noruega de Haaland, Odegaard e companhia. O confronto promete ser um teste de fogo para a seleção inglesa, que busca finalmente realizar a profecia dos inventores do futebol: “It’s coming home”, ou “A taça está voltando para casa”. Este lema, que se tornou um hino não oficial, representa a esperança de uma nação por um novo título mundial.
Já o México, apesar da eliminação, deixa a Copa do Mundo de cabeça erguida, mas sem conseguir quebrar a “maldição das oitavas de final”. Desde 1986, ano em que também sediou o Mundial, a seleção mais tradicional da América do Norte não consegue se classificar para as quartas de final, um tabu que continua a assombrar o futebol mexicano. A partida contra a Inglaterra foi mais um capítulo dessa dolorosa história.
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