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Governo lança Tecnova 2026/2027 e injeta R$ 360 milhões em inovação para pequenas empresas

© Fernando Frazão/Agência Brasil
© Fernando Frazão/Agência Brasil

O cenário da inovação no Brasil recebeu um impulso significativo com o lançamento do Programa Tecnova 2026/2027, uma iniciativa conjunta do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). Anunciado nesta terça-feira, 16 de junho de 2026, no Rio de Janeiro, o programa destinará um montante de R$ 360 milhões para apoiar pequenas empresas em todo o país. O objetivo é fomentar o desenvolvimento de produtos, serviços e processos inovadores, essenciais para a competitividade e o avanço tecnológico nacional. Os recursos são provenientes da Finep e do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), pilares do financiamento à ciência e tecnologia no Brasil.

Esta é a quarta edição do Tecnova, que se consolida como um dos principais instrumentos de fomento à inovação para o setor produtivo de menor porte. A expectativa é que o programa contrate até 713 empresas que possuam faturamento anual de até R$ 16 milhões, abrangendo um espectro amplo de negócios com potencial de crescimento e impacto. Ao considerar as contrapartidas estaduais, o investimento total no programa pode alcançar a expressiva marca de R$ 588 milhões, demonstrando o engajamento federativo na promoção da inovação.

Expansão e alcance nacional do programa de inovação

A operacionalização dos recursos do Tecnova 2026/2027 será feita por uma rede de agentes estaduais, incluindo as Fundações de Amparo à Pesquisa (FAPs) e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), entre outras instituições. Essa estratégia visa garantir a capilaridade do programa e a adequação às realidades regionais, maximizando o impacto dos investimentos em inovação.

A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, enfatizou o caráter abrangente da iniciativa. Segundo ela, pela primeira vez, o programa alcançará todas as 27 unidades da federação, marcando um avanço significativo na descentralização do apoio à inovação. “O Programa Tecnova atua na descentralização da inovação para garantir que os recursos cheguem a todas as regiões do país. O apoio às micro e pequenas empresas contribui para o fortalecimento tecnológico nacional e para a geração de empregos qualificados”, afirmou a ministra, destacando o papel estratégico do programa no desenvolvimento socioeconômico.

Prazos e mecanismos para empresas inovadoras

As empresas interessadas em participar do Tecnova 2026/2027 têm até o dia 3 de agosto de 2026 para submeter suas propostas. O envio deve ser realizado por meio do site da Finep, onde estão disponíveis todas as informações e o edital completo. Uma vez selecionados, os projetos terão um prazo de até 60 meses para sua execução, oferecendo tempo suficiente para o desenvolvimento e a implementação das inovações propostas.

O presidente da Finep, Luiz Antônio Elias, detalhou o modelo de cooperação com os estados, ressaltando a importância da sinergia entre os entes federativos. “Trabalhamos em conjunto com os agentes estaduais para operacionalizar a subvenção econômica e modernizar o setor produtivo nas diferentes regiões. É no espaço entre produção do conhecimento e sua incorporação à economia e à sociedade que programas como o Tecnova assumem um papel significativo e estratégico”, explicou Elias, sublinhando a relevância da ponte entre a pesquisa e o mercado.

O cenário da pesquisa e desenvolvimento no Brasil

Além do lançamento do Tecnova, o MCTI aproveitou a ocasião para anunciar a criação do projeto Cientistas de Dados pelo Brasil. Essa rede tem como objetivo padronizar as informações estaduais sobre apoio à pesquisa e desenvolvimento (P&D) no país, um passo fundamental para a formulação de políticas públicas mais eficazes e baseadas em dados concretos.

A pasta também divulgou indicadores nacionais de investimentos em P&D entre 2014 e 2024. Em 2024, os gastos totais, somando aportes do setor público e privado, atingiram R$ 166,4 bilhões. Esse valor representa um crescimento de 18% em relação a 2021, período que registrou o menor aporte de recursos nos últimos anos, indicando uma recuperação e um renovado interesse no setor.

Atualmente, o Brasil investe cerca de 1,23% do seu Produto Interno Bruto (PIB) em P&D. Desse total, 0,61% provém da iniciativa privada e 0,62% de origem governamental. Embora esse percentual ainda esteja abaixo de países líderes em inovação, como Israel (6,76%), Coreia do Sul (5,13%), Japão (3,62%), Estados Unidos (3,44%) e Alemanha (3,13%), o MCTI destaca um ponto positivo: os valores governamentais brasileiros (0,62%) estão muito próximos dos observados em nações mais ricas. Países como Estados Unidos (0,66%), Israel (0,68%), França (0,72%), Rússia (0,74%), Alemanha (0,93%) e Coreia do Sul (1,05%) são os líderes nesse quesito, com o Brasil se posicionando logo em seguida, o que demonstra um esforço público considerável na área.

O Programa Tecnova 2026/2027 e as demais iniciativas do MCTI reforçam o compromisso do governo em fortalecer o ecossistema de inovação brasileiro. Para continuar acompanhando as notícias sobre ciência, tecnologia, economia e outros temas relevantes que impactam o seu dia a dia, acesse o Portal RJ99. Nosso compromisso é trazer informação de qualidade, atualizada e contextualizada para você.

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