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Nova lei torna obrigatório o piso mínimo do frete rodoviário no Brasil

Nova lei torna obrigatório o piso mínimo do frete rodoviário no Brasil
© Tânia Rêgo/Agência Brasil

O transporte rodoviário de cargas no Brasil passa por uma mudança estrutural significativa. Com a sanção presidencial ocorrida nesta quarta-feira (5), a medida provisória editada em março foi convertida em lei permanente, consolidando garantias fundamentais para o pagamento do piso mínimo do frete aos motoristas autônomos e transportadoras.

A nova legislação busca equilibrar as relações comerciais no setor, que historicamente enfrenta desafios com a volatilidade de preços e a precarização das condições de trabalho. A norma não apenas ratifica o valor mínimo, mas estabelece mecanismos tecnológicos rigorosos para assegurar que o montante chegue efetivamente ao bolso do transportador.

Mecanismos de controle e o papel do CIOT

O ponto central da nova regra é a obrigatoriedade da apresentação do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT) antes mesmo do início de qualquer viagem. Este código funciona como um selo de conformidade digital, atestando que a contratação do serviço respeita os valores estabelecidos pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

A lógica operacional é simples, porém eficaz: sem a emissão do CIOT, o sistema de transporte é bloqueado na fase de contratação. Isso impede que fretes abaixo do piso sejam realizados, forçando a regularização imediata da operação. A medida visa eliminar a prática de pagamentos informais que, por anos, corroeram a margem de lucro dos profissionais das estradas.

Fiscalização automatizada e combate à ilegalidade

Além da proteção salarial, a lei atua como uma ferramenta estratégica de segurança pública e fiscal. O CIOT está agora diretamente vinculado ao Manifesto Eletrônico de Documentos Fiscais, permitindo que a fiscalização seja realizada de forma automática e em larga escala pelas autoridades competentes.

Essa integração tecnológica tem um objetivo claro: combater o comércio ilegal de mercadorias. Ao exigir que toda carga transportada possua documentação fiscal regular atrelada ao pagamento justo do frete, o governo espera reduzir drasticamente o transporte de produtos sem nota fiscal, um problema que impacta a arrecadação tributária e fomenta a concorrência desleal no mercado nacional.

Impactos para o setor de logística

A transição da medida provisória para uma lei permanente traz segurança jurídica para as empresas de logística e para os caminhoneiros. O setor, que já vinha se adaptando às diretrizes anunciadas desde março, agora possui um horizonte regulatório definido. A expectativa é que a padronização dos pagamentos reduza a judicialização de conflitos entre contratantes e transportadores.

A ANTT reforçou que a fiscalização será rigorosa, utilizando a tecnologia para monitorar o fluxo de cargas em tempo real. Para os motoristas, a medida representa um passo importante na valorização da categoria, garantindo que o custo operacional e a remuneração pelo serviço prestado sejam respeitados em todo o território nacional.

O Portal RJ99 segue acompanhando os desdobramentos desta nova legislação e seus impactos práticos nas rodovias brasileiras. Continue conosco para se manter informado sobre as decisões que moldam a economia e o cotidiano do país, sempre com a credibilidade e o compromisso com a informação de qualidade que você já conhece.

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