A jornada da seleção do Panamá na Copa do Mundo de 2026 chegou ao fim neste sábado (27) com um desfecho que, embora esperado por muitos, ressalta um recorte histórico pouco desejado no futebol mundial. Após a derrota por 2 a 0 para a Inglaterra, na terceira rodada do Grupo L, a equipe panamenha encerrou sua segunda participação em Mundiais sem somar um único ponto, sem vitórias e sem empates. Este resultado a coloca em um grupo restrito de nações que, em múltiplas edições do torneio, ainda buscam seu primeiro ponto na fase final.
A performance em 2026 ecoa a estreia do país em 2018, consolidando um padrão de dificuldades em um dos maiores palcos esportivos do planeta. A persistência dessa marca negativa levanta discussões sobre os desafios enfrentados por seleções de menor expressão no cenário global e a importância de cada participação, mesmo que sem grandes triunfos.
Panamá na Copa: um retrospecto de desafios
A história do Panamá em Copas do Mundo é recente, mas já marcada por uma consistência peculiar. Em sua primeira aparição, no Mundial de 2018, a seleção centro-americana enfrentou adversários de peso e não conseguiu pontuar, perdendo para Bélgica, Inglaterra e Tunísia. Naquela edição, a equipe marcou seus únicos dois gols em Mundiais até o momento, um alento em meio às derrotas.
O retorno em 2026, após quatro anos de espera e preparação, trouxe a esperança de uma campanha diferente. No entanto, o cenário se repetiu. As derrotas para Gana, Croácia e novamente para a Inglaterra selaram o destino do Panamá, que não conseguiu balançar as redes adversárias nesta edição e terminou a fase de grupos na lanterna de sua chave. Com isso, o país acumulou seis derrotas em seis partidas de Copa, com um saldo de dois gols marcados e 15 sofridos, mantendo a busca pelo seu primeiro ponto na história do torneio.
O grupo restrito das seleções sem pontos
A situação do Panamá ganha relevância ao se juntar a um grupo seleto e pouco invejável na história das Copas do Mundo. Entre as nações que disputaram ao menos duas edições do torneio, apenas quatro jamais pontuaram na fase final: Panamá, El Salvador, Haiti e Iraque. Este é um dado que sublinha a dificuldade de competir no mais alto nível do futebol mundial e a raridade de um desempenho tão desafiador em múltiplas participações.
Antes do Mundial de 2026, El Salvador era o principal exemplo entre os países com mais de uma participação e nenhum ponto. A edição sediada nos Estados Unidos, México e Canadá, no entanto, ampliou essa lista, adicionando Haiti e Iraque ao mesmo grupo, além de confirmar a permanência do Panamá.
O retorno de Haiti e Iraque aos gramados mundiais
A Copa do Mundo de 2026 marcou não apenas a segunda participação do Panamá, mas também o retorno de outras duas seleções que, assim como os panamenhos, enfrentaram dificuldades em suas campanhas. O Haiti, por exemplo, voltou ao torneio após um hiato de 52 anos. Sua única participação anterior havia sido em 1974. No Mundial de 2026, a seleção caribenha perdeu os três jogos da fase de grupos, somando seis derrotas em seis partidas de Copa e nenhum ponto na história.
De forma similar, o Iraque também integrou essa lista indesejável nesta edição. A seleção asiática havia disputado a Copa de 1986 e retornou ao cenário mundial em 2026. Em sua campanha de retorno, o Iraque foi derrotado por Noruega, França e Senegal, acumulando igualmente seis jogos, seis derrotas e nenhum ponto em Mundiais.
Distinções e o futuro para as nações estreantes
Apesar do retrospecto negativo dessas quatro seleções, é importante notar que nenhuma equipe disputou três Copas ou mais sem conseguir pontuar. Todas as nações com ao menos três participações já registraram pelo menos um empate ou uma vitória em seus históricos. Honduras, por exemplo, com três Copas, já somou pontos. Nova Zelândia e Bolívia também não se encaixam nesse recorte, pois já conquistaram empates em Mundiais, demonstrando que, com persistência e evolução, é possível quebrar essa sequência.
Para Panamá, Haiti e Iraque, a experiência de participar de uma Copa do Mundo, mesmo sem pontos, é um marco significativo para o desenvolvimento do futebol em seus países. A exposição internacional, o aprendizado técnico e tático, e a inspiração para futuras gerações de atletas são legados inegáveis. O desafio agora é transformar essa experiência em um trampolim para campanhas mais competitivas nas próximas edições, buscando o tão sonhado primeiro ponto que representaria um avanço histórico e um motivo de grande celebração nacional. Para mais informações sobre a história e estatísticas da Copa do Mundo, você pode consultar o site oficial da FIFA.
A jornada das seleções em Copas do Mundo é um espelho das paixões e desafios do futebol global. O caso do Panamá, Haiti e Iraque serve como um lembrete da dificuldade de se firmar entre as potências, mas também da resiliência e do sonho que impulsionam o esporte. Para acompanhar de perto os desdobramentos do futebol mundial, análises aprofundadas e notícias contextualizadas, continue navegando pelo Portal RJ99. Nosso compromisso é trazer informação relevante e de qualidade, cobrindo os mais diversos temas para manter você sempre bem informado.