A Prefeitura do Rio rescindiu os termos de compromisso de cinco empresas que usavam o heliponto da Lagoa Rodrigo de Freitas. Desde o início desta semana elas estão proibidas de operar no equipamento, que é administrado pelo município.
São elas Be Faster Serviços Aéreos, Gabriel G. Aredes e Piloto Padrão Táxi Aéreo, Voos Rio Panorâmico e Serviços Aeronáuticos, Nobre Turismo Aéreo e Infinity Serviços Aéreos Especializados. Nenhuma tinha autorização municipal para vender voos panorâmicos a partir dali — o termo permitia apenas pouso e decolagem. A única autorizada a comercializar é a Helisul Táxi Aéreo, e a decisão não muda essa situação.
A medida veio depois de a Agência Nacional de Aviação Civil intensificar a fiscalização sobre voos panorâmicos na cidade, na semana passada. O balanço foi apresentado na terça-feira (18), no Centro de Operações e Resiliência.
Das 12 empresas autorizadas pela Anac a operar na cidade, que somam 46 aeronaves, nove empresas e 18 aeronaves foram fiscalizadas. Quatro empresas acabaram suspensas, e nove aeronaves foram interditadas ou tiveram a operação suspensa.
“Nós já vínhamos no processo de fiscalização das empresas e aeronaves aqui no Rio de Janeiro desde março deste ano e o que nós fizemos após os acidentes que aconteceram na cidade foi intensificar o nosso trabalho de inteligência”, afirmou o diretor-presidente da Anac, Thiago Chagas Faierstein.
A agência também anunciou a revisão do regulamento que trata dos voos panorâmicos, o RBAC 136, para rever exigências de qualificação de tripulações, manutenção e gestão da segurança operacional. No último ano, a média foi de quatro a seis voos panorâmicos por dia a partir do heliponto da Lagoa.
Com informações da Prefeitura do Rio de Janeiro. Publicação original.