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FIFA amplia protocolo de tempestades para jogos da Copa do Mundo 2026 no México e Canadá

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Reprodução Terra

A segurança dos atletas e torcedores é uma prioridade máxima em grandes eventos esportivos, e a FIFA reforça esse compromisso com a expansão de seu protocolo de paralisação de partidas em caso de tempestades. A medida, inicialmente válida apenas nos Estados Unidos, agora se estende para o México e o Canadá, países que, junto com os EUA, sediarão a Copa do Mundo de 2026. Essa decisão visa padronizar e intensificar as ações de proteção diante de condições climáticas adversas em todas as sedes do torneio, garantindo a integridade de todos os envolvidos.

Origem e evolução do protocolo de segurança

O protocolo de segurança contra tempestades não é uma novidade para o cenário esportivo norte-americano. Ele tem suas raízes em uma lei federal dos Estados Unidos, que estabelece diretrizes claras para a interrupção de eventos em situações de risco climático. No contexto do futebol, essa prática ganhou destaque a partir do Mundial de Clubes de 2025, que será sediado nos EUA, servindo como um importante laboratório para a aplicação dessas normas em grandes competições. A experiência adquirida e a necessidade premente de uma abordagem unificada para um evento da magnitude global da Copa do Mundo, que pela primeira vez será sediada por três nações, levaram a FIFA a desenvolver um protocolo próprio. Essa adaptação das melhores práticas para o cenário internacional reflete uma crescente e indispensável preocupação com a integridade física de todos os envolvidos, desde os jogadores em campo até os milhares de torcedores que viajarão para acompanhar o espetáculo.

Três cenários de alerta e ação do protocolo FIFA tempestades

O novo protocolo da FIFA detalha três níveis de alerta e ação, projetados para responder de forma progressiva à intensidade e proximidade das tempestades, minimizando riscos e garantindo a ordem. O primeiro cenário, considerado o mais brando, ocorre quando uma tempestade é detectada a uma distância de até 26 quilômetros do estádio, com uma previsão de impacto nos próximos 40 minutos. Nesta fase, a partida ainda não é interrompida, mas um monitoramento meteorológico intensificado é acionado, preparando as equipes de segurança e os organizadores para uma possível intervenção.

A situação muda drasticamente para o segundo cenário, onde a distância da tempestade se reduz pela metade, chegando a 13 quilômetros, com o impacto previsto para os próximos 20 minutos. Neste ponto, o jogo é imediatamente paralisado, e os protocolos de evacuação do estádio são iniciados de forma coordenada, direcionando o público para áreas seguras e protegidas.

O nível mais crítico é ativado quando uma tempestade se aproxima a oito quilômetros ou menos, com impacto iminente em até 10 minutos. Nesse caso extremo, as arquibancadas, o gramado e todas as áreas no mesmo nível do campo são completamente esvaziadas, com todos sendo encaminhados para abrigos protegidos dentro da estrutura do estádio, visando a máxima segurança em face de um perigo iminente.

Condições para a retomada dos jogos

Apesar da paralisação, é importante ressaltar que nenhuma partida é cancelada de imediato. O protocolo da FIFA prevê condições claras para a retomada dos jogos, priorizando a segurança sem comprometer a continuidade da competição. Existem dois cenários principais para o reinício:

  • Se houver um intervalo de 15 minutos desde o último registro de raio, novas avaliações meteorológicas são realizadas. Caso a equipe de segurança e meteorologia considere o ambiente seguro, a partida é retomada. Este processo inclui um novo aquecimento para os jogadores e o retorno gradual da torcida às arquibancadas, garantindo que todos estejam preparados para a sequência do evento.
  • Em um cenário mais favorável, se o último raio for registrado há 30 minutos ou mais, o jogo pode ser retomado sem a necessidade de uma nova avaliação meteorológica aprofundada, agilizando o retorno à normalidade e minimizando os impactos no cronograma.

Regiões de risco e soluções estruturais

Embora a norma tenha sido estendida para todos os países-sede, o risco de tempestades e descargas elétricas ainda se concentra de forma mais acentuada nos Estados Unidos. O estado da Flórida, por exemplo, é amplamente conhecido como uma “capital dos raios”, com uma incidência particularmente alta entre os meses de junho e julho, período em que a Copa do Mundo estará em pleno andamento. É em Miami Gardens, na Flórida, que se localiza o Hard Rock Stadium, um dos palcos importantes do torneio, que receberá o Brasil em 24 de junho contra a Escócia, além de um jogo das quartas de final e a disputa pelo terceiro lugar. A proximidade de Orlando, onde Inglaterra e Costa Rica já enfrentaram uma espera de uma hora devido à chuva em um evento anterior, serve como um lembrete prático dos desafios climáticos na região. Outras cidades norte-americanas suscetíveis incluem Atlanta, Foxborough, Arlington, Houston, Kansas City e East Rutherford, onde o MetLife Stadium sediará a grande final em 19 de julho. No México, a cidade de Monterrey também é apontada como uma área de atenção, exigindo vigilância constante.

Para mitigar esses riscos, alguns estádios contam com infraestruturas modernas e avançadas. Os estádios de Arlington, Atlanta e Houston, por exemplo, possuem tetos retráteis, que podem ser fechados rapidamente para proteger o campo e as arquibancadas das intempéries, oferecendo uma camada adicional de segurança e conforto para jogadores e torcedores. Essa tecnologia é um diferencial importante na gestão de eventos em regiões com clima imprevisível.

A implementação e expansão deste protocolo pela FIFA demonstram o compromisso da entidade com a segurança e o bem-estar em um evento de proporções globais. Para acompanhar todos os desdobramentos da Copa do Mundo de 2026, análises aprofundadas e as últimas notícias sobre esporte e outros temas relevantes, continue navegando pelo Portal RJ99. Nosso portal está sempre em busca de informação relevante, atual e contextualizada para você.

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