O Setembro Amarelo chama atenção para a prevenção ao suicídio, e a porta de entrada no Rio é a rede de Atenção Primária. Todas as 242 unidades do município — clínicas da família e centros municipais de saúde — estão preparadas para identificar situações de sofrimento psíquico e definir o acompanhamento adequado.
Conforme a necessidade, o cuidado pode ser compartilhado ou encaminhado aos Centros de Atenção Psicossocial, os CAPS, que montam planos terapêuticos individualizados. A rede municipal tem 40 CAPS.
Em situações de crise, as unidades de urgência e emergência fazem o atendimento imediato e articulam a continuidade com a rede psicossocial. Após alta hospitalar, o paciente é encaminhado para acompanhamento numa clínica da família, centro municipal de saúde ou CAPS.
Segundo a Organização Mundial da Saúde, mais de 720 mil pessoas tiram a própria vida por ano no mundo, e os jovens de 15 a 29 anos estão entre os grupos mais afetados.
Mudanças persistentes de comportamento merecem atenção de quem está por perto: isolamento social, alterações de humor, perda do autocuidado, aumento do consumo de álcool ou outras drogas e falas de desesperança ou autodesvalorização.
“Reconhecer o estado emocional do indivíduo e conversar sobre a situação são componentes fundamentais para a prevenção. A conversa sempre vai ser o primeiro passo, mas é preciso buscar ajuda profissional das unidades de saúde. Não se deve ter medo ou vergonha de admitir o problema e de procurar ajuda”, orienta Hugo Fagundes, superintendente de Saúde Mental da secretaria.
Familiares também podem buscar apoio: a Atenção Primária mantém grupos de suporte, e a Rede de Atenção Psicossocial faz acolhimento conforme a necessidade identificada.
Com informações da Prefeitura do Rio de Janeiro. Publicação original.