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Justiça condena Sport a pagar R$ 3,5 milhões a António Oliveira por rescisão descumprida

Portal de Prefeitura
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O impacto financeiro de uma rescisão milionária

O Sport Club do Recife enfrenta um novo e significativo desafio em seus bastidores administrativos. O clube foi condenado judicialmente a desembolsar o montante de R$ 3,5 milhões ao técnico português António Oliveira. A decisão, que gera reflexos imediatos no planejamento financeiro da instituição, é fruto do descumprimento de um acordo de rescisão contratual firmado durante a gestão anterior, liderada por Yuri Romão, que deixou o cargo em novembro.

A revelação foi feita pelo atual presidente do Leão, Matheus Souto Maior, durante entrevista ao programa Léo Medrado e Traíras. Segundo o mandatário, o clube havia estabelecido um cronograma para o pagamento da multa rescisória, mas os valores não foram quitados dentro dos prazos estipulados, o que culminou na ação judicial e na condenação atual. O departamento jurídico do clube já trabalha em recursos para tentar reverter ou mitigar o impacto dessa obrigação financeira.

Passagem curta e resultados abaixo do esperado

A trajetória de António Oliveira na Ilha do Retiro foi marcada pela brevidade e por resultados que não atenderam às expectativas da torcida e da diretoria. Contratado durante a disputa da Série A de 2025 para substituir o também português Pepa, o treinador permaneceu no comando da equipe por apenas quatro partidas, entre os dias 9 de maio e 4 de junho.

Mesmo com o período reduzido, o contrato previa vencimentos mensais superiores a R$ 400 mil. A curta passagem foi turbulenta, sendo lembrada principalmente pela estreia desastrosa, na qual o Sport foi goleado pelo Cruzeiro por 4 a 0, jogando diante de sua torcida. Esse cenário de instabilidade técnica acabou por inflar os custos de uma rescisão que agora pesa sobre os cofres do clube.

Contexto da gestão e o debate sobre a SAF

Em meio à crise financeira, o tema da transformação do Sport em Sociedade Anônima do Futebol (SAF) voltou a ganhar força nos debates esportivos. No entanto, a atual gestão adota uma postura de cautela extrema. Matheus Souto Maior enfatizou que o foco prioritário do clube é a estruturação interna, buscando bases sólidas de governança, transparência e profissionalização antes de considerar qualquer mudança no modelo societário.

O presidente aproveitou a oportunidade para desmentir rumores que circulavam no mercado sobre uma possível negociação com o grupo QSI Sports, ligado ao Paris Saint-Germain. Segundo o dirigente, não existem tratativas em andamento com investidores estrangeiros. O clube reforça que, neste momento, a prioridade é o equilíbrio das contas e a superação de passivos como o gerado pelo caso António Oliveira.

Para acompanhar os desdobramentos desta e de outras notícias sobre o cenário esportivo nacional, continue conectado ao Portal RJ99. Nosso compromisso é levar até você informações apuradas, contextuais e relevantes sobre os clubes que movimentam o futebol brasileiro, sempre com a seriedade que o torcedor merece. Você pode conferir mais detalhes sobre a situação financeira dos clubes brasileiros através de fontes especializadas como o ge.globo.

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