A contagem regressiva para a Copa do Mundo intensifica a expectativa de milhões de torcedores ao redor do globo. Entre as seleções que prometem agitar o torneio, a Suíça se destaca como uma equipe que, embora tradicionalmente discreta, chega com uma bagagem de resultados recentes que a posiciona como um adversário a ser respeitado. Com uma campanha invicta nas Eliminatórias e uma performance notável na última Eurocopa, a Seleção Suíça busca consolidar sua evolução e, finalmente, superar um histórico de eliminações em fases de mata-mata que há décadas persegue a Nati.
O ciclo preparatório para o Mundial foi marcado por altos e baixos, mas revelou uma equipe com potencial ofensivo crescente, distanciando-se da imagem de um time excessivamente retranqueiro. A mescla de experiência e juventude, aliada a uma estratégia que valoriza a posse de bola e a transição rápida, faz da Suíça uma candidata a surpreender, especialmente em um grupo onde o favoritismo, pela primeira vez, recai sobre seus ombros.
A Trajetória da Suíça até a Copa do Mundo: Entre Brilho e Desafios
A jornada da Suíça rumo à Copa do Mundo foi um misto de campanhas sólidas e momentos de instabilidade. Nas Eliminatórias do Mundial, a equipe demonstrou consistência impressionante, garantindo a classificação de forma invicta. Foram três vitórias nos primeiros jogos contra Kosovo, Eslovênia e Suécia, seguidas por um empate com os eslovenos e uma goleada sobre os suecos, que pavimentou o caminho para a vaga. A confirmação veio com um empate fora de casa contra os kosovares, selando a presença no torneio.
Entretanto, o desempenho em outras competições do ciclo apresentou um cenário mais complexo. Na Liga das Nações, a Nati teve uma campanha aquém do esperado, com derrotas para Dinamarca, Espanha e Sérvia nos primeiros jogos, culminando no rebaixamento após mais uma derrota para os espanhóis. Em contrapartida, a Eurocopa mostrou a verdadeira força da equipe, que estreou com vitória sobre a Hungria, empatou com Escócia e Alemanha, e surpreendeu ao eliminar a poderosa Itália nas oitavas de final. A queda para a Inglaterra, nos pênaltis, nas quartas, demonstrou que a Suíça tem capacidade de bater de frente com as grandes seleções.
Granit Xhaka: O Coração e a Experiência da Equipe
No centro das atenções da Seleção Suíça está o experiente volante Granit Xhaka. Aos 33 anos, Xhaka se prepara para sua quarta Copa do Mundo, ostentando a braçadeira de capitão e a responsabilidade de liderar uma geração promissora. Sua carreira, que começou no Basel e o levou a clubes como Borussia Mönchengladbach, Arsenal e Bayer Leverkusen, onde conquistou a Bundesliga, o credencia como um dos pilares táticos e emocionais da equipe.
Xhaka não é apenas um distribuidor de jogo; ele é a personificação da garra suíça em campo. Com gols importantes em Mundiais anteriores, como contra a França em 2014 e a Sérvia em 2018 – este último marcado por uma celebração que remete à bandeira da Albânia, junto com Shaqiri –, sua presença é fundamental para a coesão e a ambição do time. Atualmente no Sunderland, Xhaka é a referência que conecta a experiência de torneios passados com a energia dos jovens talentos que despontam no cenário europeu.
Murat Yakin e o Desafio de Superar o Passado em Copas
Sob o comando de Murat Yakin, que vai para sua segunda Copa do Mundo à frente da seleção, a Suíça mostra uma evolução tática notável. Yakin, que defendeu a Nati como jogador por dez anos, entre 1994 e 2004, mas nunca disputou um Mundial, tem um histórico de 57 jogos como treinador, com 24 vitórias, 20 empates e 13 derrotas. Sua gestão tem sido elogiada pela potencialização do ataque, um fator crucial na campanha invicta das Eliminatórias e na boa performance na Eurocopa.
A Suíça disputará na América do Norte sua 13ª Copa do Mundo. Apesar de participações consistentes, o grande desafio da equipe reside em seu retrospecto em fases eliminatórias. Desde sua melhor campanha como anfitriã em 1954, quando chegou às quartas de final, a Nati nunca conseguiu vencer um duelo de mata-mata em Mundiais. As eliminações nas oitavas de final em 1994 (Espanha), 2006 (Ucrânia), 2014 (Argentina), 2018 (Suécia) e 2022 (Portugal) são um lembrete constante desse tabu. Em 2018 e 2022, inclusive, a seleção suíça esteve no mesmo grupo do Brasil, mostrando sua capacidade de enfrentar potências.
Para o próximo Mundial, a Suíça se encontra em um grupo com Bósnia, Canadá e Qatar. Pela primeira vez em muito tempo, a equipe entra como favorita para a primeira colocação, o que adiciona uma nova camada de pressão. A formação provável, com Kobel no gol; Widmer, Elvedi, Akanji e Ricardo Rodríguez na defesa; Aebischer, Freuler e Xhaka no meio-campo; e Ndoye, Vargas e Embolo no ataque, sugere um time equilibrado e com capacidade de criar oportunidades. O desafio será transformar o potencial em resultados concretos e, quem sabe, reescrever a história nos jogos decisivos. Acompanhe a jornada da Suíça e de todas as seleções no Mundial através do Portal RJ99, sua fonte de informação relevante e atualizada sobre o mundo do futebol e muito mais.
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