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Banco Central endurece normas para empresas de criptoativos no Brasil

© Reuters/Edgar Su/Proibida reprodução
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O Banco Central (BC) deu um passo decisivo para o amadurecimento do mercado de ativos digitais no país. Em decisão publicada nesta quarta-feira (1º), a autoridade monetária oficializou o endurecimento das regras prudenciais para as sociedades prestadoras de serviços de ativos virtuais (SPSAVs). A medida, formalizada pela Resolução nº 580, impõe às corretoras de criptomoedas exigências de segurança financeira equivalentes às aplicadas a instituições tradicionais, como distribuidoras de valores mobiliários.

criptoativos: cenário e impactos

Segurança e estabilidade no mercado digital

A partir de 1º de janeiro de 2027, as empresas do setor deverão implementar políticas rigorosas de gerenciamento de riscos. O objetivo central é garantir a saúde financeira dessas instituições, minimizando a probabilidade de falhas operacionais que possam comprometer o patrimônio dos clientes ou a estabilidade do sistema financeiro nacional. Entre as novas obrigações, destaca-se a necessidade de manter um capital mínimo para absorver eventuais perdas, além da transparência obrigatória quanto à situação financeira e operacional.

Classificação e controle das instituições

Com a nova regulamentação, as SPSAVs passam a ser enquadradas como instituições do Tipo 3. Essa categorização reflete a visão do Banco Central de que atividades com perfis de risco semelhantes devem ser submetidas a padrões regulatórios equivalentes. Ao elevar o nível de exigência, o regulador busca mitigar os riscos inerentes à intermediação, custódia e transferência de ativos digitais, atividades que se tornaram parte integrante do cotidiano financeiro de milhares de brasileiros.

Cronograma de transição e restrições

O processo de adaptação será conduzido de forma gradual. Até 30 de junho de 2028, as empresas deverão estar plenamente integradas ao Segmento 4 (S4) da regulação bancária. Esse período de transição visa permitir que as companhias estruturem seus processos internos sem causar rupturas no mercado. Em contrapartida, o BC proibiu que instituições classificadas no Segmento 5 (S5) — que operam sob regime simplificado — prestem serviços de ativos virtuais, por entender que a complexidade do setor exige controles mais robustos.

Contexto de um setor em evolução

Esta medida é apenas o capítulo mais recente de um esforço contínuo de regulação iniciado após a promulgação da Lei 14.478 de 2022. Desde que o Banco Central foi designado como o regulador oficial do setor, diversas etapas foram cumpridas, incluindo a obrigatoriedade de sigilo bancário para operações com criptoativos e a exigência de auditorias independentes. O movimento reforça o compromisso do país em alinhar a inovação tecnológica às práticas de governança e combate à lavagem de dinheiro.

O Portal RJ99 segue acompanhando de perto as transformações no mercado financeiro e os desdobramentos das políticas de regulação de ativos digitais no Brasil. Para se manter informado sobre economia, tecnologia e os impactos das decisões governamentais em seu dia a dia, continue acessando nosso portal e acompanhe nossas atualizações diárias. Nosso compromisso é levar até você uma cobertura jornalística séria, aprofundada e sempre contextualizada.

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