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Lula apresenta projeto para elevar teto de faturamento do MEI a R$ 140 mil

ano. No Brasil, estima-se que cerca de 13 milhões de profissionais estejam nessa
Reprodução Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva entregou, nesta segunda-feira (29), ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), um projeto de lei complementar que visa a uma significativa ampliação no teto de faturamento anual para o Microempreendedor Individual (MEI). A proposta, que busca impulsionar o setor, eleva o limite atual de R$ 81 mil para R$ 140 mil, além de prever a possibilidade de contratação de até dois empregados, um aumento em relação ao limite atual de um funcionário.

A medida é aguardada com expectativa por milhões de brasileiros. Estima-se que cerca de 13 milhões de profissionais atuem hoje sob a condição de MEI no país, um regime que simplifica a formalização e o recolhimento de impostos para pequenos negócios. A atualização do teto responde a um pleito antigo do setor, que há anos apontava a defasagem do valor diante da realidade econômica e da inflação acumulada.

Ampliação do teto MEI e impacto para milhões de empreendedores

A principal mudança proposta pelo governo federal é o aumento do limite anual de faturamento do MEI. Desde 2018, o teto de R$ 81 mil está em vigor, um valor que muitos empreendedores consideram insuficiente para o crescimento de seus negócios. Com a elevação para R$ 140 mil, espera-se que um número maior de microempreendedores possa expandir suas atividades sem a necessidade de migrar para regimes tributários mais complexos, o que muitas vezes desestimula o desenvolvimento.

Além do faturamento, a proposta também aborda a capacidade de contratação. Atualmente, o MEI pode ter apenas um empregado. O projeto de lei complementar permite a contratação de até dois funcionários, o que pode gerar um impacto direto na criação de novos postos de trabalho e no fortalecimento das pequenas estruturas empresariais. Em suas redes sociais, o presidente Lula destacou a importância da medida: “É uma medida que corrige uma defasagem histórica, fortalece os pequenos negócios, incentiva a geração de empregos e garante mais condições para milhões de brasileiros continuarem crescendo com segurança e dignidade.”

Correção histórica e o apelo por urgência na votação

O governo argumenta que a atualização do teto do MEI é uma correção histórica, considerando que o valor não é ajustado desde 2018. A defasagem, segundo especialistas e o próprio setor, compromete a capacidade de crescimento dos microempreendedores, que veem seus custos e receitas aumentarem, mas o limite de faturamento permanecer estagnado. O presidente da Câmara, Hugo Motta, ao receber a proposta, corroborou essa visão, afirmando que, se o valor fosse corrigido pela inflação desde a última atualização, há pouco mais de oito anos, o teto estaria hoje em R$ 125 mil.

Lula fez um apelo para que o projeto seja votado com a máxima urgência. “Para que a gente possa favorecer aquelas pessoas que mais precisam de crédito”, disse o presidente, enfatizando a necessidade de agilidade na tramitação. Motta, por sua vez, reconheceu a relevância da medida, afirmando que ela pode ter “ampla repercussão entre os trabalhadores” e que representa “um gesto do governo, uma construção coletiva com o Congresso, para seguirmos juntos nessa parceria em favor do país”.

Escalonamento do teto e o pacote de apoio ao empreendedorismo

O projeto de lei complementar prevê um aumento gradual do teto de faturamento do MEI. O escalonamento proposto indica que, em 2027, o limite passaria para R$ 110 mil e, em 2028, atingiria o valor final de R$ 140 mil. Essa transição planejada visa a proporcionar uma adaptação mais suave para os empreendedores e para os órgãos de fiscalização.

A proposta de aumento do teto do MEI não é uma medida isolada, mas parte de um conjunto mais amplo de iniciativas do governo federal voltadas para o apoio aos empreendedores, que inclui também o acesso a linhas de crédito facilitadas. O ministro do Empreendedorismo, Paulo Pereira, ressaltou a importância dos pequenos negócios para a economia brasileira: “Esse conjunto de medidas foi construído para remover obstáculos, ampliar oportunidades e dar condições para que milhões de empreendedores possam crescer, contratar e prosperar.” Os pequenos negócios, de fato, movimentam a economia de milhares de municípios, geram empregos e criam oportunidades em diversas regiões do país.

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