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Pirelli testa novas temperaturas em pneus intermediários visando o futuro da Fórmula 1

Pirelli / Reprodução
Pirelli / Reprodução

A busca por eficiência em condições de pista molhada

A Pirelli, fornecedora oficial de pneus da Fórmula 1, aproveitou o cenário instável do Grande Prêmio de Miami para iniciar uma série de testes técnicos cruciais. O objetivo central da fabricante italiana foi avaliar o desempenho de cobertores térmicos operando em temperaturas mais elevadas, especificamente nos pneus intermediários. A temperatura das mantas foi ajustada de 60°C para 70°C, uma mudança motivada diretamente pelo feedback dos pilotos, que buscam maior facilidade no aquecimento da borracha em condições adversas.

Contexto e desafios dos compostos de chuva

A coleta de dados reais em pista molhada tem sido um dos maiores desafios para a engenharia da categoria. Até o presente momento, a maioria das avaliações ocorreu em condições pouco representativas, como testes de pré-temporada em Barcelona sob temperaturas muito baixas, ou sessões isoladas em circuitos como Fiorano e no Japão. A instabilidade climática em Miami ofereceu uma oportunidade rara para a Pirelli tentar mitigar a escassez de informações sobre o comportamento dos compostos em um ambiente de competição real.

Ajustes técnicos e visão de futuro para 2026

Essas avaliações em Miami não ocorreram de forma isolada, mas integraram um cronograma mais amplo de desenvolvimento focado no regulamento de 2026. Entre as alterações técnicas em estudo, destacam-se a redução da potência do MGU-K, que passará de 350 kW para 250 kW, e a eliminação do uso do sistema de boost. Essas mudanças visam equilibrar a performance dos carros com as novas demandas de sustentabilidade e eficiência energética que a categoria pretende implementar em breve.

Cautela no desenvolvimento e próximos passos

Embora a possibilidade de elevar a temperatura das mantas térmicas para 80°C já esteja no radar da fabricante, a Pirelli optou por uma abordagem gradual. Simone Berra, engenheiro-chefe da marca, destacou a importância de realizar esses testes durante um fim de semana de corrida. Segundo o especialista, a competição oferece uma visão muito mais completa e realista do que os testes controlados em pista vazia, permitindo que a empresa compreenda melhor como as equipes gerenciam os pneus sob pressão.

Mesmo que a corrida principal em Miami tenha sido disputada em pista seca, o experimento reforçou que a Fórmula 1 ainda possui lições importantes a aprender sobre o comportamento dos pneus em situações de chuva. A Pirelli e a FIA seguem monitorando o calendário em busca de novas oportunidades climáticas para validar os dados coletados. Para acompanhar os desdobramentos técnicos e as novidades sobre o regulamento de 2026, continue conectado ao Portal RJ99, sua fonte de informação qualificada sobre o universo do automobilismo e tecnologia.

Para mais detalhes técnicos sobre o regulamento, consulte o portal oficial da FIA.

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